“Irmãos e irmãs, este é o nosso Deus: “Jesus, Rei da paz1 ”. Um Deus que rejeita a guerra, que ninguém pode usar para justificá-la, que não escuta a oração de quem promove a guerra e a recusa ao dizer: ‘Ainda que multipliqueis as orações, não as ouvirei: vossas mãos estão cheias de sangue’.”
A imagem das mãos marcadas pelo sangue, recordada pelo Papa no Domingo de Ramos, reaparece ao longo das celebrações da Semana Santa. São as mesmas mãos que se apertam à cruz na Sexta-feira Santa, em um gesto que o próprio Pontífice definiu como um “sinal importante” de seu papel como líder espiritual no mundo.
Um gesto que expressa proximidade com mães, familiares e amigos de vítimas da violência, muitas vezes obrigados a enfrentar a dor e a humilhação para recuperar os corpos de seus entes queridos. Por fim, são essas mesmas mãos que o Papa convida a transformar: mãos chamadas a depor as armas e a se iluminar com a esperança celebrada na manhã de Páscoa, a partir da sacada central da Basílica de São Pedro.
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